Terça-feira, Junho 30, 2009

FOGO AMIGO, FUMAÇA DISPERSA

Minha coluna na Folha de S. Paulo de hoje fala do meu eletrocardiograma, hábitos de adolescência de que me livrei, tal como cigarros (to say the least) e de como eu enchia o saco do Arthur Dapieve quando era estudante e agora o encontro correndo pelo Parque do Flamengo. E ele corre mais rápido que eu. Neste link.

escrito às 12:16 PM por giannetti




Terça-feira, Junho 16, 2009

FOLHA DE S. PAULO

Minha coluna da semana na Folha, "As longas pernas da mentira", aqui.

escrito às 1:13 PM por giannetti




Domingo, Junho 14, 2009

BATE-PAPO

Rodrigo Souza Leão me entrevistou lá pro Germina Literatura e guardo/mostro aqui como ficou a conversa; ilustro com este trabalho do Diego Paleologo, artista que eu adoro.






Rodrigo de Souza Leão - Cecilia Giannetti, qual a memória mais antiga que tem dos livros? A menina é a mãe da mulher?

CG - Em casa, mostrando à minha avó Cecilia que eu já conseguia ler sozinha um livro infantil inteiro, daqueles com gravuras. Eu devia ter uns seis anos. Estávamos no quarto de minha avó, que depois passou a ser meu quarto, e ela sentada na cama; acho que eu estava ajoelhada no chão, como se rezasse. Na escola, descobri os livros do Monteiro Lobato na biblioteca e deixei de ser considerada "normal", porque meus recreios eram passados lá dentro. Tinha uma amiga que sacou que aquilo era hilário (as histórias eram, Monteiro Lobato era sensacional, porra) e passou a se esconder na biblioteca comigo. Valéria. Devíamos ter uns 10 anos de idade. Ao contrário do que se imagina por aí, nem toda escola vê com bons olhos esse comportamento, taxado de anti-social naquelas saletas horrorosas em que a placa à porta diz "SOE - Serviço de Orientação Educacional".

A menina está sempre aqui. As orientadoras do SOE é que, graças a Deus, desapareceram.



RL - Quando e como começou a escrever? Escrever é um destino?

CG - Comecei a escrever minhas coisas assim que aprendi a ler e escrever. Escrevia, ilustrava e montava meus próprios livros, com capa, inclusive. Depois, a partir de uns 12 anos, comecei a experimentar com letras de música e pedi um violão (com aulas). Depois um amplificador, uma guitarra. Pedaleiras. Pedais. Cheguei a ter uma banda de música até mais ou menos 1999, 2000, viajamos bastante, tocamos por aí, MTV, showzinhos, etc., tudo por conta dessa idéia de letrista que veio da infância. Eu cantava e tocava guitarra também. Em 1998 a escrita começou a pedir mais espaço e eu fui cedendo até que só ela existisse. O espaço sempre foi dela. Destino é sim, nesse sentido.



RL - Você acredita em escritura feminina? Há diferenças entre o homem quando escritor e a mulher escritora?

CG - Há diferenças entre a experiência de um homem no mundo e a da mulher, e a maneira como cada indivíduo faz suas escolhas e expõe suas visões. Há diferenças de um autor para outro, independentemente de sexo. Vejo livros que não hesito em taxar como "mulherzinha" e que me desagradam, mas nem toda mulher escreve dessa forma. E tenho consciência de que empregar a palavra "mulherzinha" dessa maneira pode passar a impressão de ser depreciativa, o que seria burrice pra uma mulher fazer, mas corro o risco. E tem literatura de homem que é intragável pelo mesmo motivo: não tem habilidade literária para ultrapassar com literatura a questão do sexo (alguns não conseguem ultrapassar a questão de "trepar", apenas, e fazem disso sua literatura; quando bem feito, maravilha. Mas é raro. Não?).




RL - Quais são os autores que fizeram a sua cabeça?

CG - É a pior pergunta do mundo, porque vou responder uma coisa diferente a cada vez que me perguntarem. Agora eu digo J. D. Salinger, Borges, Cortázar, Melville, Philip Roth, Isaac Bashevis Singer, Hunter S. Thompson, John Fante, Jane Austen, Alan Pauls, o portuga Gonçalo Tavares (cheguei a ajudar no tratamento de algumas edições de livros dele na Casa da Palavra); li Henry Miller e depois abandonei, porque brigava muito com ele; Graciliano Ramos, Lima Barreto, Machado, João do Rio, Fernando Sabino, Rubem Fonseca (que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente e, polidamente, mandou-me %$#&%*shsh quando comentei que estava com certo cagaço de escrever o segundo livro; é um bom papo, divertido, com ele me sinto falando com alguém da minha idade que "por acaso" tem uma experiência fora do comum). Em certa época, quando morava em Copacabana, pirei no João Antonio.

Andrea Del Fuego, Clarão (Averbuck), Índigo, Simone Campos, Ismar Tirelli Netto, Bruna Beber, Alice Sant'Anna, Os Quatro Novos, Carol Bensimon, que acaba de lançar um livro de contos imperdível pela Não-Editora. A gente tem que se ler. Tem que se ler. O seu livro, Rodrigo, que aloprou a redação inteira do Portal Literal, é uma das melhores coisas que chegaram na mão da gente lá ano passado, fiquei de cara.

Tem também Marçal Aquino, Marcelino Freire, Chico Mattoso, João Paulo Cuenca, Daniel Galera, Daniel Pellizzari, nesses eu tô na cola, acompanhando. E o Mutarelli, que surpreende sempre.

Mais recentemente, tô com mania de uns americanos de novo, como Dave Eggers, e também leio as coletâneas de contos da Granta e da McSweeney's, o britânico Will Self. Sei lá, é uma lista que eu vou completando. Gosto de ler roteiros de filmes.




RL - A fragmentação é uma característica da prosa moderna?

CG - Marca de geração pós-1990? Ou "moderna" como "a partir de 20 no Brasil? Do que tratamos? Falo meio sério, meio brincando aí. Quando apareceram os primeiros livros do Joca Reiners Terron e do Cuenca, por exemplo, começou uma gritaria de que era tudo quebrado, cadê a linearidade, cadê o Grande Romance Brasileiro? O papo segue, punheta. Hoje, quando falam em "moderna", muitos se referem aos que publicamos dos anos 1990 pra cá, por incrível que pareça. A fragmentação é uma característica que aí está há décadas. Tenho impressão de que só alguns empoeirados, poucos, ainda se dispõem a malhar esse judas com o argumento puro de que "texto fragmentado é subliteratura". Mesmo os que não respiram fora do ambiente acadêmico desde 1945 suspeitam de que algo acontece do lado de cá. Não que achem boa coisa. Mas aí não é problema nosso.




RL - O que deve ter um texto para que você o considere seu? Qual é sua marca como escritora?

CG - Estou no começo. Meus textos seguem um conselho de Buddy Glass: escrever o que você mesmo, autor, gostaria de ler.




RL - Quem é o escritor brasileiro?

CG - Alguém que escreve nas raspas de horas vagas de empregos; boa parte dos que conheço hoje não são mais assim, não precisam mais bater cartão numa empresa. Mas é a realidade predominante, creio. Graciliano Ramos mesmo chegou a escrever e argumentar que achava estranho que não se comentasse a questão do dinheiro na literatura. Taí, comentemos: literatura é o que o cara faz quando chega do emprego, moído, num intervalo no emprego, nos fins de semana.



RL - O que a internet mudou a escrita? Mudou alguma coisa?

CG - Na minha escrita, acho que nada. Mas tenho o ponto de vista de uma observadora mais voraz em relação a isso - e cuja opinião sai mais ajeitada, porque ela vê isso de fora -, que é a Heloisa Buarque. Ela diz que é ÓBVIO, gritante em nossos livros, as dezenas de tabs (janelas dentro de browsers) e a atividade frenética, simultânea, em múltiplas funções na web. Que isso fez alguma coisa na cabeça da gente e resulta numa maneira de contar as histórias que não estamos preparados ainda pra enxergar como algo muito diferente do que havia antes da internet.




RL - O e-book tem futuro?

CG - No Brasil a Ediouro já despertou para essa realidade, que os gringos já sacaram pouco antes: e-book e publicação sob demanda podem ser a solução que as editoras esperam para vender mais livros.



RL - O computador trouxe um mundo novo. É admirável esse mundo novo?

CG - Eu sou uma viciada. Minha opinião não conta.



RL - Quais são as dores e as delícias de ser editor do Portal Literal?

CG - Há dois momentos do Portal Literal: pré-web 2.0 e depois. Antes de adotar o modo colaborativo, em outubro passado, eu me concentrava em montar um conteúdo que incluía sim os novos nomes e levava ao destaque um grande nome da academia ou um grande poeta, ficcionista, que assinaria o artigo "maior" da semana ou a Oficina Literária - sempre disputadíssima - do período, por exemplo. Com o modelo colaborativo é diferente: absolutamente qualquer escritor ou alguém que está apenas começando a traçar suas primeiras estórias e versos, pode publicar seu trabalho, tê-lo julgado e votado e comentado, bem como sugerir alterações em textos de outros colaboradores, debatê-los, comentá-los, etc. Às vezes eu me pego respondendo emails de colaboradores num fim de semana, feriado, à madrugada durante a semana, se estiver online, porque existem "emergências literárias" - estamos falando com escritores do Brasil todo, e escritores não são conhecidos por sua absoluta ausência de ansiedade em relação aos seus textos, especialmente estreantes. Então, procuramos responder e atender demandas desses escritores-colaboradores (centenas) assim que chegam. Nesse ponto, aumentou a quantidade de trabalho e a atenção deve ser redobrada, por estarmos às vezes editando e viabilizando uma vitrine maior para a publicação de tanta gente nova, via Portal Literal.

O problema foi que o ano em que fizemos diretamente - nós, da equipe -, junto à Tecnopop, os testes e ajustes para o site novo entrar no ar 100%, ou seja, a transição web 2.0, deveria ter sido meu ano de escrever um romance, que agora está atrasado. E eu fico tensa por ter me atrasado com isso. Mas era um trabalho, meu emprego diário, e eu não podia simplesmente abandonar o projeto em meio a uma transição desse peso. O que não me impede de, no momento, estar vivendo uma crise de ansiedade absurda porque eu sou "caxias" com prazos e não pude agir da maneira que estou acostumada a trabalhar desta vez porque uma outra responsabilidade, um compromisso anterior, meteu-se no meio do trabalho de escrever o livro. Agora estou mais livre e o livro está caminhando. Também fiz uma novela, de umas 70 páginas, no meio do caminho, a pedido do mesmo produtor do Amores Expressos. Ou seja, não fiquei completamente parada testando blips e blops de um site. Também, senão, a gente dá um troço, correto?



RL - Há mais escritores que leitores? O que fazer para valorizar a leitura?


CG - Ler. Não é esse o prazer primordial de quem diz gostar de literatura? Da parte das editoras, investir em autores a longo prazo, ver até onde vão, incentivar uma carreira, um catálogo. É preciso apostar.



RL - Tem algum mote (epígrafe) que a acompanhe pela vida? Fale sobre ele.

CG - "Somos uns animais diferentes dos outros, provavelmente inferiores aos outros, duma sensibilidade excessiva, duma vaidade imensa que nos afasta dos que não são doentes como nós" (Graciliano Ramos). Read. Write. Run. Parece slogan da Nike pra nerds, mas é minha vida. Viajar e anotar. Esse também.



RL - O escritor tem algum papel importante para a construção de um futuro? Qual o papel do escritor na sociedade?

CG - Idéias podem mudar tudo. Precisam circular. Escrevam, leiam, editem, trabalhem.




Cecilia Giannetti, carioca, é escritora. Lançou em 2007 o romance Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi (Agir) e escreve Café fatal para o projeto Amores Expressos. É colunista da Folha de S.Paulo. Tem contos em antologias da Ediouro, Record, Casa da Palavra e La Nuova Frontiera (Itália).


Rodrigo de Souza Leão (Rio de Janeiro, 1965), jornalista. É autor do livro de poemas Há flores na pele, e de Todos os cachorros são azuis (Rio de Janeiro: 7Letras, 2008) entre outros. Participou da antologia Na virada do século - poesia de invenção no Brasil (Landy, 2002). Co-editor da Zunái - Revista de Poesia & Debates. Edita o blogue Lowcura. Mais na Germina.

escrito às 7:32 PM por giannetti




Sábado, Maio 23, 2009

A LIFE IN LETTERS - UMA VIDA EM CARTAS

Anton Tchekhov

[Trecho] - retirado de Frenesi Polissilábico, Nick Hornby. [ou: Um pouquinho para todos nós]

Você tem apenas um defeito. Contudo, nesse defeito reside a falsidade de sua posição, seu descontentamento e mesmo o catarro em suas entranhas. É uma completa falta de modos. Por favor, mas veritas magis amicitiae... A verdade é que na vida existem certas regras... Você sempre vai se sentir desconfortável entre pessoas inteligentes, fora do lugar e inadequado, a menos que você esteja equipado com os modos de enfrentamento... Seu talento abriu-lhe a porta neste ambiente, você deve ficar perfeitamente à vontade aqui, mas ao mesmo tempo algo o afasta deste lugar e você se pega tendo de realizar uma espécie de malabarismo entre esses círculos cultivados, por um lado, e as pessoas entre as quais você vive, do outro. Essa sua pele de suburbano ralé é por demais aparente, resultado de ter crescido sob a chibata, próximo à adega, subsistindo de esmolas. É difícil superar isso, terrivelmente difícil!

Creio que as pessoas civilizadas devam atender aos seguintes critérios:

1) Respeitam seres humanos como indivíduos e logo são sempre tolerantes, gentis, corteses e sensíveis... Não criam cenas por causa de um martelo ou uma borracha que não sabem onde colocaram; não fazem com que os outros sintam como se elas estivessem oferecendo um grande benefício quando vivem com eles e não fazem escândalo quando vão embora, dizendo "é impossível viver com você!" Elas toleram barulho, frio, carne passada demais, piadas e a presença de estranhos em casa...

2) Elas têm compaixão pelas outras pessoas além de mendigos e gatos. Seus corações sofrem a dor do que é escondido ao olho nu. Então, por exemplo, se Pyotr perceber que seus pais estão doentes de preocupação e depressão e não conseguem dormir à noite porque o veem muito raramente (e quando o fazem ele está embriagado), ele se apressa pra vê-los e abre mão da vodca. Pessoas civilizadas não conseguem dormir, preocupadas em como ajudar os Polevayers, como pagar os estudos do irmão na faculdade, para ve a mãe decentemente vestida...

3) Respeitam a propriedade alheia e, assim, pagam o que devem.

4) Não são desonestas e temem mentiras como temem o fogo. Não mentem nem mesmo sobre as questões mais triviais. Mentir para alguém é o mesmo que insultar, e o mentiroso é diminuído perante aquele para quem ele mente. Pessoas civilizadas não adotam atitudes arrogantes nem esnobes; comportam-se na rua como o fariam em casa, não andam se exibindo para impressionar os menos afortunados... São discretas e não revelam segredos não solicitados... Mantêm-se em silêncio em respeito aos ouvidos alheios.

5) Não se queixam da vida para despertar a pena dos outros. Não precisam ganhar a atenção e o carinho alheios fazendo-se de vítimas. Não dizem: "Ninguém me entende!" ou "Desperdicei meus talentos em rabiscos triviais" Sou uma puta!" pois todas essas coisas são obviamente usadas para causar efeito, são vulgares, velhas e falsas...

6) Não são vaidosas. Não ficam encantadas com celebridades, tendo a permissão de apertar a mão de um Plevako bêbado, uma bondade exagerada da primeira pessoa que elas encontram no Salão, sendo o centro das atenções no bar... Consideram absurdas frases do tipo "Sou representante da imprensa!" - o tipo de coisa que só ouvimos de pessoas como Rozdevitche Levemberg. Se fizerem um trabalho que valha 25 centavos, não o tenta passá-lo como se valesse 100 rublos, ostentando um portfólio, e não se gabam de poder entrar em lugares onde outras pessoas não possam... O verdadeiro talento sempre se sente na sombra, mistura-se à multidão, evita os holofotes... Como disse Krylov, o barril vazio faz mais barulho do que o cheio.

7) Se de fato são talentosos, elas valorizam o talento. Sacrificarão pessoas inteligentes, mulheres, vinhos, e o burburinho e a vaidade do mundo por ele... Orgulham-se do talento. Assim, elas não saem para encher a cara com professores ou com pessoas que apareceram para ficar com Skvortsov; elas sabem que precisam exercer uma influência civilizadora sobre as pessoas em vez de sair à toa com elas. E são muito exigentes em seus hábitos. Investem tempo no desenvolvimento de sua sensibilidade estética. Não se permitem ir para a cama ser trocar de roupa, olhar para os percevejos nas rachaduras das paredes, respirar ar impuro, caminhar sobre um chão coberto de cuspe, cozinhar em um fogão de querosene. Tentam ao máximo controlar e aprimorar seus impulsos sexuais... Transar com uma prostituta, beijar-lhe a boca, passar horas escutando-a mijar, tolerar sua estupidez e nunca se afastar dela - qual o sentido disso? Pessoas civilizadas não obedecem aos seus instintos mais básicos. Esperam de uma mulher muito mais do que sexo, suor de cavalo e o som de mijo, e mais inteligência do que uma habilidade de inchar com uma gravidez psicológica; os artistas precisam acima de tudo de originalidade, refinamento, humanidade, capacidade de ser mãe, não apenas um buraco... Não ficar continuamente enchendo a cara de vodca, eles têm consciência de que não são porcos, de forma que não saem fuçando as dispensas. Bebem quando querem, como homens livres... Pois exigem mens sana corpore sano.

As pessoas civilizadas são assim... Não basta ler Pickwick e memorizar um discurso de Fausto caso seu objetivo seja o de tornar-se uma pessoa verdadeiramente civilizada e não o de afundar-se mais ainda do que o nível de seu entorno. Pegar um táxi até Yakimanka e então dar o fora uma semana mais tarde não basta...

O que você deve fazer é trabalhar incessantemente noite e dia, ler constantemente, estudar, exercitar a força de vontade... Cada hora é preciosa...

Ficar indo e voltando de Yakimanka não vai adiantar. É preciso arregaçar as mangas e começar a fazer acontecer, de uma vez por todas... Volte para nós, quebre a garrafa de vodca e dedique-se à leitura... mesmo que seja apenas Turgenev, que você nunca leu... Você tem de superar essa porra de vaidade, você não é mais criança... logo terá trinta anos! É hora de crescer!

Estou esperando você... Estamos todos esperando você...

Atenciosamente,

A. Tchechov.




escrito às 11:54 AM por giannetti




Sexta-feira, Maio 22, 2009

GOTHAN CITY É AQUI

Minha coluna da semana na Folha de S. Paulo.

escrito às 12:38 PM por giannetti